domingo, 24 de maio de 2009

Pi

     
Nome original: Pi
Direção:Darren Aronofsky
Elenco:Sean Gullette,Mark Margolies, Ben Shenkman
Gênero: Suspense/Ficção
Ano:1998


     Minhas hipóteses:
1. Matemática é a linguagem da natureza.
2. Tudo a nossa volta pode ser representado e entendido através de números.
3. Se você esboçar esses números, surgirá um padrão. Por isso: há padrões para tudo na natureza.

     
      A citação acima define o objetivo do personagem principal de "Pi", Max Cohen. Para ele, tudo é feito de números e padrões. Assim, tudo pode ser previsto desde que você descubra as leis numéricas que regem um sistema. Até as casas decimais do número Pi (3,14159265...), acredita ele (e vários estudiosos reais que estudaram esse número) , possuem um padrão. No filme, Max está trabalhando com o objetivo de descobrir o padrão que as ações da bolsa tomam, e assim tornar o futuro delas previsível. Apesar de o filme ter o nome do famoso e misterioso número Pi, ele não é o ponto central da trama. Porém, ele exprime perfeitamente os mistérios que a humanidade enfrenta com a matemática, tendo em vista que ninguém até hoje provou que o tal número segue um padrão numérico.
     Na realidade, o mais importante na história é o número descoberto por Max quando seu computador enfrenta um bug e imprime na tela um algarismo de 216 dígitos, que de acordo com vários personagens é a essência de tudo no universo. No meio disso tudo, até judeus fanáticos aparecem na história pra tirar uma lasquinha da descoberta de Max, bagunçando ainda mais sua vida paranóica.

     Sendo um monstro na matemática, é de se esperar que ele seja extremamente paranóico e bizarro também. O sofrimento do personagem é passado de um jeito bem interessante ao espectador com cortes de câmera, barulhos irritantes que estão na cabeça dele e suas crises bem desagradáveis. Quanto mais vai avançando no seu estudo pelos labirintos da matemática, suas crises vão se tornando piores, como se estivesse chegando a uma verdade que nós humanos ainda não estamos preparados para saber. A fotografia, a trilha-sonora eletrônica e a criatividade sem limites do diretor, como colocar um cérebro cheio de moscas para representar a dor de Max, cumprem seu papel de trazer perturbação, muita perturbação. O talento da produção é indiscutível, pois usou de equipamentos caseiros e baixíssimo orçamento para produzir o filme e mesmo assim conseguiu chegar a um resultado bem surpreendente, tecnicamente falando.
     Quanto ao roteiro, traz elementos e curiosidades matemáticas legais , como a Proporção Áurea, mas o que mais chama a atenção é mesmo a parte técnica. A história começa muito bem, mas vai decaindo e termina de um jeito não muito satisfatório, mas pensando bem, era realmente a única saída. Ainda não estamos preparados para grandes e absolutas verdades.
      "Pi" é sem dúvida um dos filmes mais diferentes e bizarros que já assisti (não mais que "Laranja Mecânica", claro), mas não sei o motivo de não ter mexido muito comigo...Acho que não sou tão nerd de matemática quanto o grupo que o filmou.


Conceito: Bom

Um comentário:

MARCOS COSTA disse...

ainda não vi, mas deve ser bom.

blog legal.