quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Curioso Caso de Benjamin Button

     
Nome original: The Curious Case of Benjamin Button
Direção: David Fincher
Elenco: Brad Pitt, Cate Blanchett
Gênero: Drama
Ano: 2008


     Favorito ao Oscar 2009 surpreende pela qualidade técnica, mas...
     Como todos já sabem, o longo filme (139 minutos) conta a história de Benjamin Button, que nasceu com características de um idoso e a cada dia vai se rejuvenescendo. O filme começa em uma sala de hospital com uma velha à beira da morte que pede à sua filha para ler o diário de Button. A velha é Daisy, mulher que teve papel importante em sua vida. A partir daí vemos o nascimento do bebê que foi abandonado na porta de um asilo por seu pai logo no seu primeiro dia de vida devido às suas estranhas características.
     Primeiramente devemos exaltar a perfeita maquiagem que foi a responsável pela metamorfose de Brad Pitt durante o ciclo de vida inverso de seu personagem. Outro ponto que merece recordações é a fotografia, que constrói imagens espetaculares. "O Curioso Caso..." é um filme que guardo principalmente pelo visual, extremamente bem montado. A trilha-sonora de Alexandre Desplat, apesar de não ser tão deslumbrante e chamativa, não poderia combinar melhor com as cenas e as emoções que ela quer passar.
     Cate Blanchett interpreta a tal Daisy, paixão da vida de Button, que conheceu quando ambos eram ainda crianças. Não que a australiana tenha atuado mal, mas acho que o papel simplesmente não lhe caiu bem. Brad Pitt? Nem cheira, nem fede. Agora, o que eu mais esperava de fantástico me desapontou: o roteiro. Se é "o curioso caso", esperava que pelo menos a situação incomum do personagem fosse mais relevante em sua vida. O filme conta a história de um homem. O fato de esse homem ser tão diferente não faz a história ficar nem de perto interessante. Se ele tivesse uma vida normal, a história conseguiria passar as mesmas lições de auto-ajuda, que parece ser seu principal objetivo. Pelo menos não até o final do filme, após ele reencontrar sua amada Daisy e finalmente ficarem juntos. Só a partir desse ponto sua situação começa a ficar dramática: ela envelhece enquanto ele vai se tornando cada vez mais jovem; condição que faz o casal de separar para sempre. O filme salva pelo final, que é previsível, porém tocante.
      A morte e a efemeridade da vida, junto com mais algumas lições de vida são mensagens constante no filme. Na verdade, ele quase se resume a isso. Quase tudo é batido e previsível. Visual excelente em um roteiro bem monótono e fraco. Esse é "Benjamin Button".


     

3 comentários:

Rosangela A. Santos disse...

eu já estava com muita vontade de ver o filme .. agora to doida ..s rsrs

Culpa sua .. rsrsrs

quando eu assistir volto pra comentar ..

Abç.

André Hottër disse...

Henrique, fiquei contente de vc visitar nosso site. O seu blog é muito bom, parabéns!!! E vc escreve muito bem... qualquer coisa se algum dia quiser ser um colaborador do site para falar de cinema ficarei contente mais ainda.
Enfim, Austrália é muito bom, me emocionei de verdade.
A fotografia a interpratação, a historia e a cultura tanto australiana como aborigene, muito bom mesmo, recomendo. Eu tb só li criticas ruins sobre o filme e ótimas sobre Benjamin, e vc já não curtiu muito o filme. Vá assistir depois passe lá no site para me dizer o que realmente vc achou okay????

Ana Thalita disse...

Hum....bacana rapaz...
fiquei curiosa para assisti-lo.
Lembra um pouco o caso de Dorian Gray, mas Dorian continua com seu rosto jovem eternamente...o q parece não ser o caso desse tal de Button.

Até!